Tumba de Tutankhamon

Vale do Reis.

Os trabalhos no Vale dos Reis só podiam ser levados a efeito no inverno por causa do imenso calor da região. Em 1914, por causa da eclosão da I Guerra Mundial, os trabalhos foram suspensos pela expedição. Em 1917 os serviços recomeçaram e Carter decidiu que a exploração seria feita numa área triangular, limitada pelas tumbas de Ramsés II, Ramsés VI e Merenptah.

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Ritual de Mumificação
Suposta Múmia de Nefertiti

Pedras reviradas, 15 metros abaixo do nível da tumba de Ramsés VI os exploradores deram com as fundações das cabanas dos operários do Vale. Pensando que esses vestígios datavam de uma época distante 200 anos de Tutankhamon, interromperam os trabalhos naquele ponto e foram para outro lugar do triângulo de demarcação.

Em outubro de 1918 começou a segunda fase das escavações. Foram necessários seis meses para que a camada superior do triângulo fosse limpa de detritos, até se poder penetrar na rocha. Carnarvon levou a sua esposa para uma primeira visita às escavações e, nessa época, foram encontrados treze vasos de alabastro com os nome de Ramsés II e Merenptah.

De 1919 a 1922 nada mais foi encontrado e Lord Carnarvon começou a desinteressar-se da escavação. Nesse tempo Maspero teve um substituto no Serviço de Antiguidades: Pierre Lacau, bom arqueólogo e muito competente naquilo que assumia. Tornou mais rigoroso o controle sobre a exploração e comércio de achados arqueológicos no Egito. Esse fato fez com que Carter detestasse Lacau.

Howard Carter Em 1921 Herbert Winlock descobriu, no depósito do Metropolitan Museum of Art de New York, que peças compradas de Teodore Davis ou haviam feito parte da cerimônia de mumificação de Tutankhamon ou eram instrumentos que foram utilizados no banquete funerário realizado na tumba antes do seu selamento.

Carter e Carnarvon foram informados disso e continuaram os esforços de escavação que foram retomados a partir de 28 de outubro de 1922.

No dia 3 de novembro os pesquisadores constataram que faltava 1 metro para que fosse atingido o leito rochoso do Vale. Em 4 de novembro, pela manhã, a atmosfera na escavação era diferente. Havia um silêncio fora do comum entre os homens. Carter entendeu esse sinal como sendo o fim da busca.

Howard Carter e Lord Carnavon. Seus homens haviam descoberto, pouco tempo antes, um degrau escavado na rocha, recoberto de cascalhos sobre toda a extensão do solo, abaixo da tumba de Ramsés VI (o mesmo local que Carter havia desprezado quando tinha encontrado as fundações do acampamento de trabalhadores da necrópole de Tebas).

Entrada da Escada. Carter mandou que os homens prosseguissem com a escavação. Trabalhando freneticamente, foram expostos à luz mais 15 degraus descendo no solo numa inclinação de 45 graus. Nesse ponto os escavadores deram com uma parede rebocada com argamassa na qual viam alguns cartuchos com hieróglifos.

A parede havia sido descoberta até a metade superior e os cartuchos vistos eram os da necrópole de Tebas: um chacal deitado sobre nove prisioneiros.

Escadaria. Para aproveitar a luz do dia Carter fez com que os trabalhadores repusessem o entulho na escadaria descoberta. Telegrafou a Lorde Carnarvon e sofreu de uma tremenda ansiedade por três semanas. O telegrama falava na possível descoberta de uma tumba. Seria a de Tutankhamon? Não havia certeza disso. Carter comprou um gerador para obtenção de luz elétrica no Vale e conseguiu a colaboração de outro arqueólogo inglês: A. R. Pecky Callender.

No dia 23 de novembro Lorde Carnarvon e Lady Evelyn Herbert chegaram a Luxor e encontraram Carter que fez um minucioso relato do que ocorrera nas escavações. No dia seguinte os trabalhadores desentulharam toda a escadaria.

Sarcófago de Tutankhamon.Só então Carter percebeu que abaixo dos cartuchos da necrópole existiam outros que levavam o nome de Neb-Kheperu-Ra, o nome de coroação de Tutankhamon. Foi percebido um outro detalhe que apavorou os exploradores: a parede que levava os cartuchos mostrava marcas visíveis de ter sido aberta, pelo menos duas vezes. Carter acreditava que essa violação não poderia ter ocorrido mais tarde que a construção da tumba de Ramsés VI. Hipóteses à parte, o fato é que a tumba havia sido violada.

Embora o fato fosse exasperante, Carter e Carnarvon ficaram esperançosos de ainda encontrarem algo por trás daquela parede, principalmente pelo fato de ter sido reconstruída com tamanho cuidado.

Pierre Lacau, o sucessor de Gaston Maspero no Serviço de Antiguidades, mandou Rex Engelbah para o Vale com o intuito de fiscalizar a abertura daquela porta. Carter, frente ao novo visitante, deixou bem explícito que outros seres humanos, antes deles, haviam cruzado aquele umbral após o seu selamento.

Quando a parede foi derrubada mais entulho foi encontrado pela frente. Retirado, verificou-se que havia um corredor de 11 metros comprimento com outra porta lacrada em sua extremidade... com as mesmas fatídicas marcas que denunciavam a presença de ladrões na suposta tumba.

A passagem foi desobstruída e Callender alcançou a Carter uma vareta de ferro para ser aberto um pequeno buraco na parede. O relato, agora, é do próprio Carter.

Howard Carter. "O momento decisivo havia chegado. Com as mãos trêmulas, fiz uma pequena brecha no canto superior esquerdo.

A escuridão e o espaço vazio até onde o meu bastão de ferro podia alcançar demonstravam que o que quer que houvesse ali não estava cheio de escombros, como a passagem que acabáramos de limpar.

Acendemos algumas velas por precaução contra possíveis gases pútridos e, ampliando um pouco o buraco, enfiei uma vela e espiei lá para dentro, com lorde Carnarvon, Lady Evelyn e Callender permanecendo ansiosamente ao meu lado para escutar o meu veredicto.

De início, não pude ver nada, o ar quente que escapava da câmara fazia tremeluzir a chama da vela, mas então, quando os meus olhos se acostumaram com a semi-obscuridade, detalhes daquela sala começaram lentamente a emergir da bruma: estranhos animais, estátuas e ouro - por todo o lado o esplendor do ouro!

Por um instante - uma eternidade deve ter parecido para os que estavam ao meu lado - permaneci mudo de assombro, e quando Lorde Carnarvon - incapaz de suportar o suspense por mais tempo - ansiosamente me inquiriu: 'Você está vendo alguma coisa?', tudo o que pude dizer foi: 'Sim, coisas maravilhosas!'..."

Réplica da antecâmara - Museu do CairoOs arqueólogos fizeram uma abertura na porta larga o bastante para poderem entrar naquela sala que foi chamada de "antecâmara". Media 3,70 x 8,00 e tinha 2,5 metros de altura. Empilhada junto a cada uma das paredes, mas com uma certa ordem, havia uma grande quantidade de objetos. Tudo parecia recente: uma impressão digital na superfície pintada, flores incrivelmente bem conservadas, uma lâmpada que parecia ter sido apagada há pouco, um recipiente com argamassa utilizada para rebocar a porta. Ao longo de uma parede via-se três divãs dourados em cujos lados haviam sido esculpidos animais que projetavam sombras grotescas, iluminadas pelas lanternas dos exploradores.

À direita da entrada duas estátuas do faraó, pintadas de negro e dourado, em tamanho natural, voltadas uma para a outra, guardavam uma porta selada. Rodeando essas figuras havia dezenas de objetos empilhados: porta-jóias, vasos de alabastro, pequenas capelas negras fechadas, caixas brancas ovais, carruagens desmontadas, um retrato do faraó. O solo estava coberto de cascalhos, de fragmentos, de elementos vegetais provenientes de ramos e cestos espalhados.

Os ladrões que haviam entrado na tumba por duas vezes haviam desprezado certos objetos. Tiraram o fundo de uns pequenos cofres, abriram cestos, esvaziaram os vasos de óleos... mas tudo ali oferecia um espetáculo ímpar aos exploradores. O diário de escavação de Carter relacionou 171 móveis e objetos diferentes nessa antecâmara, isso sem se levar em consideração que alguns desses objetos eram cofres com vários elementos no seu interior.

Máscara Mortuária.Nessa sala também havia uma capela feita de madeira dourada, com meio metro de altura, que mostrava suas portas abertas, violadas pelos ladrões. Nela deveriam estar duas estátuas (uma do rei e outra da rainha), de ouro maciço. A capela estava montada sobre um trenó de madeira laminada de prata. O grupo estatuário nunca foi encontrado. As estátuas pintadas de negro que mencionamos antes traziam o nome do "Ka Real de Horakhty, o Osíris-Tutankhamon" tinham 1,70 metro e guardavam uma porta lacrada. Além dessa porta Carter percebeu que havia uma outra na parede ao lado da qual estava empilhada a maior parte dos objetos que estavam na antecâmara. Nela os pesquisadores viram que já havia um pequeno buraco, talvez feito pelos ladrões.

A sala a que dava acesso mostrava estar em grande desordem, possivelmente porque havia sido utilizada pelos ladrões para o exame dos "tesouros". Mas a essa sala retornaremos mais adiante. O que realmente preocupava Carter era o lugar onde poderia estar o sarcófago do rei. Teria sido saqueado? A múmia teria sido destruída por algum governante posterior, num ato de revanche contra os que participaram da reforma de Akhenaton? Teria sido violada pelos ladrões na busca de amuletos valiosos?

De volta À Tumba

Em 17 de fevereiro de 1923 os arqueólogos derrubaram solenemente a parede guardada pelas duas estátuas negras do rei. Cerca de 20 convidados estavam presentes, enfastiados, comentando estarem prestes a testemunhar a abertura de mais uma tumba vazia. Carter foi lentamente retirando a argamassa e cada uma das pedras que bloqueavam aquela passagem. Quando a abertura estava suficientemente larga, penetrou na câmara seguido de Carnarvon.

Planta da Tumba de Tutankhamon.

Passados 20 minutos regressaram em silêncio e com ar de estupefação à antecâmara. Gestos acompanhando esse ar fizeram com que os convidados avançassem numa corrida desenfreada para o buraco aberto na porta, pisoteando-se uns aos outros. Restaurada a ordem, todos, dois a dois, puderam entrar naquela sala.

Objetos Encontrados.

Ali viram colares espalhados pelo chão, caixas em formas de capelas e pilones, uma grande capela de madeira decorada que ocupava quase toda a sala, odres de vinho, remos de madeira, uma trombeta de prata, lâmpadas de alabastro, estátuas. Essa sala, batizada pelos exploradores de "câmara mortuária", era a única decorada da tumba. Estava um metro abaixo do nível do solo da antecâmara e dela os arqueólogos podiam ver uma outra sala que não estava bloqueada.

Os pesquisadores se aproximaram da grande capela dourada e viram que suas portas tinham trancas de ébano. No chão, frente à capela, notaram que jazia um selo de terra com o cartucho da necrópole, destinado a lacrar as trancas. Aquele selo havia sido rompido pelos salteadores que tinham conseguido chegar à múmia do rei.Capela Mortuária - Museu do Cairo.

Selo (lacre) da necrópole.Quando as pesadas portas da capela foram abertas, Carter viu-se frente a um fino dossel de linho, amarelado pelo tempo, no qual estavam presas margaridas de bronze dourado. Havia bastões, armas, recipientes de alabastro e outras miudezas.

Por trás do dossel, o indício mais importante: a porta de uma segunda capela, também de madeira dourada, trazia na tranca o lacre (selo) da necrópole tebana...intacto! Este selo ou lacre (foto acima) era usado para fechar e selar túmulos, para que ninguém entrasse depois de o defunto ser enterrado. Os selos eram de argila e tinham gravado o nome e várias imagens que faziam referência a necrópole. Dentro da câmara funerária do túmulo de Tutankhamon, Carter encontrou quatro santuários (capelas). Neste segundo santuário (capela) ainda continha o selo (lacre), nele vê-se um chacal, que representa o Deus Anupu, guardião das necrópoles, e nove personagens cativos, ajoelhados e com as mãos atadas nas costas.

Deus Anúbis sob a forma de um chacal negro deitado sobre um cofre em 
			forma de pilone.Abertas as portas dessa segunda capela (santuário), mais objetos foram encontrados: arcos cerimoniais, flechas, abanadores e uma terceira capela decorada como as anteriores. Quando foram abertas as portas dessa capela, mais uma foi encontrada. Sua forma diferia das três anteriores. A cada objeto encontrado pelos arqueólogos eram desvendados os segredos das cerimônias funerárias e da vida do jovem rei sepultado naquela tumba.

As capelas representavam as que foram erigidas por Ísis nos lugares santos onde havia encontrado as partes docorpo de Osíris. O rei morto representava, agora, o próprio deus morto, pronto a ressuscitar num outro mundo, unindo-se à própria essência divina. Bem, as portas da quarta capela foram abertas. Havia um brilho dourado no que viam, diferente do brilho do ouros das capelas anteriores.

Era o de um sarcófago de quartzito amarelo, belo na sua decoração e muito bem guardado pelas capelas externas.

Objetos Encontrados. Quando entraram na câmara funerária, os exploradores notaram a existência de outra sala que foi batizada de "o tesouro". À porta desta sala, voltado para a câmara, havia uma estátua do deus Anúbis sob a forma de um chacal negro. Estava deitado sobre um cofre em forma de pilone, olhando duramente para os intrusos. Seguramente os ladrões haviam estado ali pois alguns cofres de jóias estavam vazios. Entre as patas de Anúbis, uma pequena paleta de escriba levava o nome da princesa Meritaton (sobrinha e cunhada de Tutankhamon, filha de Akhenaton e Nefertiti).

Objetos Encontrados. No interior do cofre havia uma série de objetos de culto funerário: escaravelhos, um peitoral, amuletos e simulacros de oferendas. Atrás do cofre, uma cabeça de vaca evocava a deusa Hátor. Tinha chifres feitos de cobre. Por trás dessa imagem, três copos de alabastro continham restos de substâncias que haviam sido utilizadas nos ritos de sepultamento.

Tabernáculo de madeira chapeada de ouro. Mas os verdadeiros tesouros desta sala eram as vísceras do rei. Por trás de todos os objetos descritos acima, havia um tabernáculo de madeira chapeada de ouro, colocado sobre um trenó, que era guardado por quatro imagens divinas: Ísis, Néftis, Neith e Selkit. As quatro Deusas extendiam seus braços contra o cofre num gesto de proteção. Dentro do tabernáculo havia um outro cofre, desta feita de alabastro finamente esculpido. As Deusas, agora, apareciam nos cantos do cofre, com o mesmo gesto protetor.

Dentro do cofre, em quatro divisões, estavam os quatro vasos canopos do rei. Também eram de alabastro e suas tampas mostravam o rosto do faraó ao invés dos rostos dos quatro filhos de Hórus. Nos vasos, quatro pequenos ataúdes momiformes acondicionavam as vísceras mumificadas de Tutankhamon. À esquerda de todo esse conjunto havia capelas menores nas quais estavam várias representações do rei e de divindades egípcias.

Sobre essas capelas havia uma flotilha de barcos miniaturizados: desde o barco de juncos de papiro, destinado à caça de hipopótamos, até aquele que serviria para a viagem funerária do morto, o que lhe permitiria participar da viagem do deus-sol no mundo subterrâneo.

Objetos Encontrados. Nesta sala também foi encontrada uma caixa na qual havia uma imagem representando o contorno do deus Osíris, feita com a terra de aluvião do Nilo. Nessa silhueta havia trigo germinado, nítido símbolo de ressurreição.

Objetos Encontrados. Em outro canto da mesma sala havia dez capelas de madeira que guardavam as estatuetas "ushebits" de Tutankhamon (113 ao todo). Cinco dessas figuras haviam sido dedicadas por Nakhtmin, Chefe dos Exércitos. Uma outra havia sido dedicada por Maya, Superintendente do Tesouro.

Este último parece ter mantido laços de profunda amizade com o jovem rei visto que outro objeto encontrado na tumba representava a imagem da múmia do rei, deitada em uma cama com cabeças de leão e pés baixos, com dois pássaros ao lado do corpo: um com cabeça humana, representando a alma do rei; o outro, um falcão, representava o sol nascente. No presente havia uma inscrição dizendo que era obra "do Servidor de Sua Majestade, Maya, Superintendente das Obras de Construção da Praça da Verdade, Escriba do Rei, Superintendente do Tesouro".

Objetos Encontrados. Ainda junto ao amontoado de peças dessa sala, havia dois pequenos ataúdes momiformes. No interior do primeiro, embrulhado em faixas de linho destinado à mumificação, havia um pingente preso a um cordão (na verdade uma pequeníssima estátua) com a figura de Amenhetep III, pai de Tutankhamon. No segundo, que estava impregnado de ungüentos e levava o nome da rainha Tiy, havia um cacho de cabelos de cor castanho-avermelhada.

Um dos fetos encontrados.Uma outra caixa de madeira enegrecida estava colocada no alto da pilha de objetos. Dentro dela dois pequenos ataúdes momiformes faziam referência a Osíris, sem qualquer outro nome posterior ao do deus. Nos ataúdes havia duas pequenas múmias de fetos que haviam sido tratados como sendo corpos adultos. As análises determinaram que se tratavam de fetos com 6 e 7 meses, respectivamente. Filhos natimortos de Tutankhamon e Ankhsenamon?

Voltando à antecâmara, já havíamos comentado que havia uma porta que dava para uma sala onde reinava alguma desordem e que parece ter servido aos ladrões que estiveram na tumba para a partilha do saque efetuado.A sala tinha 4 x 2,9 m. À porta os filólogos Breasted e Allan Gardner encontraram vestígios de quatro inscrições:

"O Rei do Alto e Baixo Egito, Neb-Kheperu-Rá, que passou a vida fazendo imagens dos deuses, de maneira que cada dia lhe dão incenso, a libação, as oferendas."

"Neb-Kheperu-Rá, que fez imagens de Osíris e construiu sua casa como no começo."

"Neb-Kheperu-Rá-Anúbis triunfante sobre os nove arcos."

"O senhor Anúbis, triunfante de seus quatro povos cativos."

Essa sala os arqueólogos classificaram como sendo um armazém da tumba. Em algumas tigelas podia-se ver marcas das mãos graxentas dos salteadores. Objetos Encontrados. Só em novembro de 1927 a equipe estava preparada para começar os trabalhos nesse cômodo. Nele, entre tantas coisas fora de ordem, havia quatro camas com pés de felino, um trono de ébano com incrustrações de marfim onde aparecem os nomes de Amon e Aton, um tamborete de madeira (que fazia conjunto com o trono) adornado com os inimigos tradicionais do Egito para os pés do faraó.

Jogo SenetHavia ainda uma série de assentos, de almofadas, cofres destinados a vestimentas reais e algumas caixas vazias. Talvez uma das coisas mais singelas entre os objetos dessa sala fossem os tabuleiros do jogo "senet", encontrados em vários tamanhos.

Havia, também, algumas jóias, dentre as quais uns braceletes que levavam os nomes de Akhenaton e de Semenkhará. Havia um grande cofre com armas (arcos, flechas e bumerangues) bem como bastões e escudos, dentre os quais alguns votivos.

Pelo chão foram encontrados muitos objetos que poderiam pertencer, originalmente, à sala do "tesouro".

Foram achados, também, alguns abanadores dos quais um levava o nome de Akhenaton e do deus Aton. Um par de castanholas tinha gravado o nome da rainha Tiy.

Fonte: Mistérios Antigos.